

AS BORBOLETAS E O RAMO
A mariposa
pousada na camélia
freme, úmida
e desce sobre o ramo
que brota
em sua direção...
Mágica de esposa:
camuflada,
não se sabe
onde começa ou termina
a ação...
Se são suas ou da outra
mariposa
as asa escuras
no frenesi da paixão
Mas ela agora repousa
na “petit mort”,
descência
que se segue, ao se atingir
o máximo
da excitação.
Um pêlo encaracolado
enroscado
no outro, feito palha-de-aço
cheia de espuma de sabão.
E enquanto ainda pulsa,
o ramo se perde em si
em retração
e docemente a ex-pulsa
para seu próprio espaço
des/acoplando-se
e libertando-a
então...
(essa poesia está no site Prosa e Poesia, entre outros)
clevane pessoa de araújo lopes
Querida amiga Cle, meu abraço .
Beijos no coração.
Masé