
Condolências
Humberto - Poeta
Não deixes que a saudade te envenene
pelo bom Prado que de nós se afasta;
pois toda a sua alegria pura e casta
foi dar aos anjos da mansão solene!
Da nostalgia que o teu ser devasta
não faças algo eterno e tão perene;
pois pela morte a alma passa indene,
só a carne morre quando exangue e gasta!
Ele era um lírio a suportar espinhos,
e hoje torna, feliz, à eternidade,
onde revê seus primordiais caminhos!
E a flanar leve, pela imensidade,
há de sorrir lembrando os teus carinhos
e o doce soluçar da tua saudade!
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Poeta Humberto, seja benvindo ao bloguito.
Lindo poema...
Abraços.
Masé Soares